O limite K/T

19/01/2012

 
Os cientistas acreditam que há cerca de 65 M.a. um asteróide ter-se-á afastado da cintura de asteróides e iniciado uma rota de colisão com o planeta Terra.
No final Período Cretácico da Era Mesozóica os grandes dinossauros estavam no auge da sua evolução e diversidade, e nem imaginavam a catástrofe que estava para acontecer.
O embate do asteróide (na atual região de Chicxulub no México) foi idêntico à explosão de 10 mil bombas atómicas e criou uma enorme nuvem de gases e poeiras que alastrou por todo o planeta, impedindo durante cerca de 1000 anos a passagem da radiação solar até à superfície terrestre.
A mudança climatológica repentina a nível global, derivada do impacto do asteróide na superfície terrestre, provocou uma mudança drástica das condições ambientais dessa altura, causando a extinção em massa dos dinossauros.
Os seres vivos que conseguiram resistir, apenas 25% do total de espécies, sobretudo mamíferos e répteis de pequeno porte evoluíram e contribuíram para a formação de novas espécies, iniciando-se uma nova Era da Escala de Tempo Geológico, a Era Cenozóica.
 
 
âmbar é uma resina fóssil, que pode conter no seu interior folhas, flores, sementes, insetos, pequenos lagartos ou artrópodes que há milhões de anos atrás nela ficaram aprisionados.
O âmbar teve origem numa resina viscosa produzida por algumas árvores coníferas, pinheiros de há milhões de anos atrás (entre os 360 e 2 Ma).
Há medida que a resina saía de fendas nos troncos dessas árvores e escorria lentamente pelo tronco pode ter encerrado no seu interior seres vivos. Uma vez caíndo no solo, as gotas de resina misturam-se com os sedimentos, endurece (solidifica), sofrendo o processo de fossilização, formando-se assim o âmbar (do árabe al-anbar, que significa “dourado”).

O âmbar é uma substância orgânica (tem origem em plantas), de dureza entre 2 e 2,5 na escala de Mohs.

Atualmente, é bastante utilizada em joalheria e ornamentação (decoração) de espaços, atingindo preços de mercado elevados.

Mas a importância do âmbar para os paleontólogos reside no fato de ao encerrar seres vivos no interior, o seu estudo tem desvendado segredos da vida primitiva!
 
 
A moldagem é um dos processos de fossilização mais usual, correspondendo a reproduções (moldes) de partes duras do ser vivo (como conchas) ou de impressões da sua atividade num passado geológico.

Os moldes podem ser internos ou externos.
Os moldes internos correspondem a cópias das cavidades interiores de partes duras dos seres vivos ou de impressões. Ou seja, os moldes internos são formados pelo material sedimentar que ocupa os espaços vazios interiores de qualquer estrutura reproduzindo a sua forma e relevo interno.
Os moldes externos correspondem a cópias das cavidades exteriores de partes duras dos seres vivos ou de impressões. Ou seja, os moldes externos são constituídos pelo material sedimentar que cobre a superfície externa de qualquer estrutura reproduzindo a sua forma e relevo externo.
 
 
Em Dezembro de 2008 paleontologistas chineses descobriram o maior jazigo de restos fósseis de dinossauros no Leste do seu país. 
Tais fósseis dos dinossauros estão espalhados numa área de 300 metros por 10 metros perto da cidade de Zhucheng, Província de Shandong.

Os fósseis encontrados são principalmente do final do Período Cretáceo da Era Mesozóica, altura em que os dinossauros foram extintos. 
Zhao Xijin, paleontólogo líder do projeto anunciou que mais de 7,6 mil fósseis foram descobertos no local até agora e o número continua a aumentar.
A Academia Chinesa de Ciências afirma que 7.000 ossos de dinossauros (pesando 50 toneladas métricas) foram descobertas nesse local, conhecido por Cidade dos Dinossauros.
Entre as descobertas está o único crâneo de um Ceratopsian, fora dos EUA, um exemplar de 2 metros, juntamente com 3.000 restos fósseis. A maioria são de herbívoros da espécie Hadrosauro (bico de pato) existente há 80 milhões de anos. Foram, também, encontrados restos fósseis de exemplares, até agora desconhecidos,  de Ankylosaurus, Tyrannosaurus e Ceolurus. 

Zhao Xijin declarou ainda que “as descobertas provavelmente irão contribuir com informação sobre o mistério da extinção dos dinosauros”. 

notícia retirada do Jornal Público 
 
 
De acordo com o Diário Digital, a Direcção Nacional da Antárctida, órgão argentino, anunciou hoje a descoberta do fóssil de uma baleia que viveu há 49 milhões de anos (o Arqueoceto Antárctico), o mais antigo do mundo até ao momento.  
Trata-se de «uma mandíbula reconstruída, de cerca de 60 centímetros, que permite saber que a origem da linhagem desta baleia é mais antiga do que se pensava», assegurou a paleontóloga argentina Claudia Tambussi. 
A descoberta do Arqueoceto Antárctico, um parente distante das baleias, foi feita no nordeste da Península Antárctica, perto do Mar de Weddell, por Claudia Tambussi, o seu compatriota Marcelo Reguero e os suecos Thomas Mörs e Jonas Hagström, estes dois últimos do Museu de História Natural de Estocolmo. 
Este Arqueoceto Antárctico pertence ao grupo Basilosauridae, que deu origem a todos os cetáceos actuais. 
As «baleias semi-aquáticas» - as Protocetidae, com quatro patas desenvolvidas - viveram na região entre a Índia e o Paquistão há 53 milhões de anos, enquanto o «Arqueoceto Antárctico» tem 49 milhões de anos e é totalmente aquático. 

De seguida disponibilizamos-te a reportagem da RTP1 sobre o fóssil de uma baleia primitiva, com 49 milhões de anos encontrado pelos cientistas argentinos na Antártida . Trata-se de um dos mais antigos exemplares dos antepassados das baleias e golfinhos.